JAPÃO

 

Capital: Tokyo

 

Idioma: Japonês

 

Moeda: Yen

 

Atrações de cada estação

O Japão apresenta quatro estações bem distintas, cada uma com belezas e encantos próprios.

 

A primavera é a estação de turismo mais popular, com uma das atrações mais conhecidas em todo o mundo: as cerejeiras em flor. As cerejeiras florescem primeiro na região mais quente, ao sul de Kyushu, no início de março, e as últimas floradas podem ser apreciadas no nordeste do país, em fins de maio.

 

O verão inicia em junho com a chegada da estação de chuvas que dura 3 longas semanas. Portanto, começa um tanto fresco, mas quando terminam as chuvas em fins de junho, a maior parte do Japão é caracterizada pelos dias quentes e úmidos. O verão coincide com o período de férias e as praias e montanhas ficam congestionadas de pessoas. Além de ser a estação favorável para o plantio de arroz, há muitas festas populares quando também se praticam caminhadas e escaladas. A escalada do monte Fuji é uma das atividades mais populares.

 

O outono no Japão é, talvez, a estação mais cheia de cores! As árvores e a natureza ganham um colorido vermelho-dourado ardente, apresentando paisagens espetaculares. É também a estação da colheita, assim como de muitos festivais e encontros esportivos e culturais.

 

O inverno, não tão severo como na Europa ou na costa leste dos Estados Unidos, apresenta um ar suave e seco. Raramente cai neve ou chuva em Tokyo nesta época, mas no nordeste japonês, bem como nas regiões montanhosas, a neve éabundante. São numerosos os locais para a prática do esqui, com instalações que apresentam todo o conforto.

 

Clima e vestuário

País da zona temperada norte, o clima do Japão faz lembrar a zona central dos Estados Unidos, Europa central e meridional, ou mesmo o sul do Brasil. Isto significa que a roupa que se veste nessas regiões do globo na mesma estação pode ser usada no Japão. Veja no quadro as médias de temperatura, umidade e chuvas. Médias de temperatura, umidade e chuvas.

 

COSTUMES DO JAPÃO

FUTON (ACOLCHOADOS)
No passado o futon com algodão era restrito a uma classe privilegiada. Hoje é uma peça imprescindível no dia-a-dia dos japoneses. Nas casas com tatami é usado também como colchão. No Brasil, o seu uso era restrito aos descendentes, mas atualmente o seu conforto conquistou o gosto dos ocidentais.

 

OFURÔ
Tradicional banho diário japonês, consiste em um banho de imersão em uma banheira com água quente.
Tomar banho de ofurô no Japão pode ser considerado uma das principais práticas sociais da população, haja visto que ainda existem vários banhos públicos nas grandes cidades. Introduzido no Brasil pelos imigrantes, há tempos esse tipo de banho foi abolido da maioria das residências, principalmente pela falta de espaço físico. Atualmente, é utilizado no Brasil como tratamento terapêutico, forma de relaxamento e eliminação de dores do corpo.

 

OMAMORI (AMULETOS)
A cada passagem de ano, amuletos são trocados nos santuários e templos com o intuito de trazer boa sorte e proteger residências, carros, pessoas e lojas das desgraças, dos infortúnios e das doenças, entre outros.

 

HASHI
Constitue-se de um par de pequenas varetas (palitos) de tamanhos iguais, que tem sua origem na China e são utilizados tradicionalmente como utensílios de cozinha no extremo oriente. Podem ser feitos de madeira, bambu, marfim, metal e modernamente de plástico.

 

CARTÃO DE VISITAS (MEISHI)
No Japão, a troca de cartões de visita no primeiro encontro de negócios entre duas pessoas é praticamente obrigatório. O próprio impresso serve para esclarecer o cargo e a posição hierárquica da pessoa. Um detalhe ao qual os brasileiros às vezes não dão atenção: o meishi deve ser entregue com as duas mãos e quem o recebe deve fazer o mesmo. Ele não deve ser dobrado ou usado para anotações, mas conservado à vista durante todo o encontro.

 

KIMONO
Em japonês, quer dizer coisa para vestir. A mais tradicional das roupas japonesas, é usado há mais de 2500 anos. Confeccionado com um único corte medindo cerca de 7 metros, o kimono é trabalhado manualmente. Pintura, dobraduras, entrelaçamentos, bordados e o tingimento valorizam a peça, que pode levar até um ano para ser confeccionado. A cintura é envolvida pelo obi, uma faixa feita de seda brocada, com cerca de 35 cm de largura e 1,2 a 1,8 metros de comprimento. O estilo, as estampas e as cores de um quimono e do obi variam de acordo com a idade, posição social, estado civil e ocasião.

 

GUEIXAS
Comuns nos séculos XVIII e XIX, eram mulheres que estudavam a tradição milenar da arte, dança, música, pintura, caligrafia, dicção, etiqueta, interpretação teatral e tinham que estudar muito, até atingirem uma perfeição, possuindo uma formação privilegiada das demais mulheres japonesas. Além de toda a formação intelectual, elas tinham de ter uma aparência impecável, vestindo quimonos cheios de adornos, que pesavam muitos quilos, uma maquiagem que cobria todo o rosto de branco, usavam tamancos de madeira e tinham que estar sempre alegres e com postura delicada. Atualmente, são figuras raras de serem encontradas no Japão.

 

NOMES E SOBRENOMES
No Japão, apesar das pessoas terem nome e sobrenome, costuma-se chamar as pessoas pelo sobrenome. Entretanto, internacionalmente muitos japoneses preferem escrever seus nomes de acordo com o estilo ocidental, primeiro o nome e depois o sobrenome. Normalmente sobrenomes são compostos por caracteres, que podem ter mais de um significado. Atualmente os japoneses não possuem nome do meio. Todos têm apenas um nome e um sobrenome. Antes do século 19, era comum figuras históricas terem vários nomes do meio, que representavam suas ocupações. A família imperial do Japão não possui sobrenome, apenas seu nome. Quando uma mulher se casa com um membro da família imperial ela perde o seu sobrenome.

 

IKEBANA
Ikebana em japonês significa flores vivas. A arte dos arranjos florais, teve como origem a oferenda de flores aos deuses, dando ênfase ao uso de materiais e formas em seu estado natural, onde procura-se criar uma harmonia na construção linear, ritmo e cor. A arte foi desenvolvida de uma maneira onde o vaso, caules, folhas e ramos, além das flores formam um conjunto totalmente equilibrado. A estrutura de um arranjo floral japonês está baseada em três pontos principais que simbolizam o céu, a terra e a humanidade, embora outras estruturas sejam adaptadas em função de cada estilo.

 

ORIGAMI
É a arte japonesa de dobrar o papel. Acredita-se que a origem do origâmi, nasceu conforme a fabricação do papel e foi se desenvolvendo. Na medida em que o papel se tornou menos caro, o origâmi se tornou cada vez mais uma arte popular. Alguns estudos, afirmam que as primeiras dobraduras nasceram nas comemorações religiosas, onde sacerdotes xintoístas utilizavam os papéis como adornos para embelezar as cerimônias de coroação, casamentos, festivais, datas comemorativas, cerimônias oficiais e até como embrulho para presentes. Atualmente o origâmi é conhecido mundialmente, principalmente como rico auxiliar educativo.

 

ESCRITA (KANJI)
Acredita-se que monges budistas, ao retornarem da China por volta do século V trouxeram consigo a escrita kanji (escrita de caracteres japoneses). Nessa época a língua japonesa não havia uma forma escrita. Com o passar do tempo, os japoneses foram adaptando a escrita chinesa e criando regras próprias para a gramática japonesa. Diferentes tipos de caracteres simplificados, provenientes do kanji foram criados: o katakana e o hiragana.

 

MANGÁ E ANIMÊ
Mangá é o termo usado para designar as histórias em quadrinhos japoneses. Sabe-se que desde o século VIII, histórias eram pintadas em tecidos para kimonos. No período Edo (1603 a 1867) as pinturas em tecido foram substituídas por livros, que estampavam na época romances e poesias. No final do período Edo, a escrita começa a ser substituída por ilustrações, desenhos e até caricaturas, surgindo assim o mangá (que significa desenhos irresponsáveis). Na atualidade, os mangás tornaram-se um verdadeiro fenômeno ao alcançar todas as classes sociais e todas as gerações graças ao seu preço baixo e a diversificação de seus temas. De fato, como espelho social, abordam todos os temas imagináveis: a vida escolar, a do trabalhador, os esportes, o amor, a guerra, o medo, séries tiradas da literatura japonesa e chinesa, a economia e as finanças, a história do Japão, a culinária e mesmo manuais de “como fazer”, revelando assim suas funções pedagógicas. Em 1917 as histórias em quadrinhos se transformaram em desenhos e o primeiro longa-metragem surge em 1943. Mas foi a partir de 1994, que a indústria dos animês do Japão se multiplica em quantidade e qualidade e suas produções dão grandes saltos para serem atualmente os desenhos mais assistidos no mundo.

 

SAMURAI
Entre os anos de 1100 e 1867 os samurais serviam como guerreiros da aristocracia. Lealdade, disciplina e grande habilidade no manuseio de espadas e arco e flecha eram as suas grandes características. Os samurais, na sua maioria eram homens alfabetizados e cultos que amavam a arte. Muitos eram exímios poetas, calígrafos, pintores e escultores. Algumas formas de arte como o ikebana (arte dos arranjos florais) e chanoyu (arte do chá) eram também consideradas artes marciais, pois treinavam a mente e as mãos do samurai. O caminho espiritual também fazia parte do ideal de homem perfeito que esses guerreiros buscavam. Nessa busca os samurais descobriram o zen-budismo, como um caminho que conduzia à calma e à harmonia.

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